O silêncio do corpo
Ao cair da tarde chega o crespúculo trazendo nos braços estrelas, luar, pirilampos caindo entre as árvores. Numa das ruas alguém encostado, fumando um cigarro demoradamente. Vozes distantes, vidas ausentes. Naquele espaço, lúgubre e acolhedor permanece a dor de um rosto.
Procuram-se por respostas que temos somente em nós. As respostas estão nos lugares em que nos encontramos? Que procuramos?
Não me procuro aonde não me sinto... Não me sinto aonde me tenho no mais amplo vazio. Não vivo, sobrevivo. Abraço a minha alma aconchegando-a. Limpando as lágrimas de uma vida cansada, de luta somente sozinho. A voz da alma perde-se no silêncio dos corpos sem vozes. Dos amores não amados. Do Tempo odiado.
Não tenho cura!!! Padeço de uma doença que se chama amor. Amo em vão e em vão permaneço esperando por alguém que não conheço...
Simples forma de dizer que a vida não é mais que uma viagem, de lutas constantes até na mais forma simples de amar...
